Devido às condições geomorfológicas da região, à
pluviosidade mal distribuida ao longo do ano, o clima num casamento com as
caracteristicas do solo, resultam numa adversa e pobre agricultura. Em Fátima
apenas aparecem registo (nos finais do século XIX e ínicios do século XX) de
uma agricultura de subsistência, onde predominava a oliveira, o trigo, a aveia,
a cevada e o centeio.
Era escasso o número de terras ferteis, a maioria
das terras são constituidas por afloramentos de pedra calcária, solta ou não e
entremeada com alguma magra terra. Por ser necessária muita força de braços
para agricultar estas terras aridas, cresce assim uma paisagem típica desta
região, o regime de cerrados(pequenos minifúndios delimitados por parte de
pedra solta e tosca, quase sempre ornamentados pelo marouço, amontoado de
pedra, mais ou menos arrumado e fruto, também ele, da crivagem das terras).
As sementeiras de inverno, estavam limitadas ao
trigo, à aveia, à cevada, algum centeio, ao tremoço, ao chicharo, ao grão de
bico e à fava.
Na primaveira encontrava-se cultivo de batata e
ervilha. A cultura do milho, da abóbora e do feijão ficam reservadas para as
melhores terras de falgar.
Cultivava-se ainda nos quintais, reservado às
horticolas como a alface, o nabo, o feijão-verde, os vários tipos de couve, o
alho, a cebola...
Para finalizar esta temática enquadro as árvores de
frutos, aquando da época tratada, tal como a cerejeira, a pereira, a macieira,
a figueira, ameixieira, o pessegueiro, a oliveira , a nogueira e a figueira. E
de todas estas só a oliveira poderia ter algum proveito económico, pois as
restantes eram árvores de quintal, para consumo próprio.
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